quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal


18/01/2011


Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal


ACIMA DA VAIDADE HUMANA, A DECÊNCIA!


Bispo recusa comenda


Num plenário esvaziado, apenas com alguns parlamentares, parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, dom Manuel Edmilson Cruz impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal, ontem.


Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedidos pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.


“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.


O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares. E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”.


Parabéns Dom Manuel!


Fonte: Folha de Tucuruí – Link para acessá-la: http://folhadetucurui.blogspot.com/2011/01/bispo-recusa-comenda-e-impoe.html


Folha Celular: http://folhadetucurui.blogspot.com/?m=1


“Seja sempre uma pessoa honesta e decente, com isso você pode até não salvar o mundo, mas com certeza contribuirá decisivamente para que haja um canalha a menos no Brasil.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Politicalha econômica feita com chapéu alheio


deMOVIMENTO BRASIL DIGNIDADE . brasildignidade@gmail.com
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ccolcarlosnogueira@gmail.com
data20 de outubro de 2011 08:16
assuntoPoliticalha econômica feita com chapéu alheio-Brasil Dignidade 19/10/2011
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Brasil Dignidade


Politicalha econômica feita com chapéu alheio


http://movimentobrasildignidade.blogspot.com/2011/10/politicalha-economica-feita-com-o.html


O Senado em ato contínuo ao da Câmara aprovou sem emendas, e com extrema rapidez, o projeto de lei complementar que eleva o limite de faturamento das microempresas que optaram pelo Simples Nacional de R$ 240 mil para R$ 360 mil/ano e, para as empresas de pequeno porte, de R$ 360 mil para R$ 3,6 milhões/ano, antes consideradas até 2,4 milhões/ano. Ou seja, ampliaram-se em 50% os parâmetros até então vigentes. O projeto segue para aprovação da presidente Rousseff e assim vigorará a partir de 2012. Estima-se que existam 5,4 milhões de empresas em funcionamento no país, das quais 99% são micro e pequenas, responsáveis por aproximadamente 50% dos empregos formais. Diz o Governo, e o Congresso, que a redução da carga tributária a estas empresas possibilita a maior formalização, e assim a fundo, uma maior inserção contributiva. Esta inserção é o que lhes interessa, pois uma vez na formalidade mais fácil será fiscalizar se praticarem informalidade. “Mais vale um contribuinte na mão do que dois voando”.


A lei complementar 123/2006 (vigente desde 2007) e que tanto dá substância a prosa da base parlamentar de apoio às ME’s, composta por nada menos que metade do Congresso, em especial através do seu líder – Dep. Pepe Vargas – PT/RS, exalta que a introdução do Simples Nacional, como façanha pródiga do seu partido; visto que antes de assumirem o Poder nada havia, o Brasil era terra arrasada como lula prega em suas palestras. O Simples Nacional versa por uma coordenação tributária que permite às ME’s, de vários setores, recolherem ao fisco através de única guia mensal oito tributos das três esferas de Poder. A contribuição previdenciária é recolhida a parte; é reduzida, goza de renúncia concedida pelo governo a despeito disto prejudicar o Orçamento da Seguridade que concorre aos direitos de outrem. Em suma, a politicalha fazendo a felicidade de uns com os direitos de outros.


A incompetentemente administração da economia brasileira seguiu enquanto pode no “piloto automático”, mas é impossível perpetrar tal situação, e a cada decisão própria investe contra a cidadania. O aumento da carga tributária, que o atual Poder emanante prometia reduzir, fomenta uma política que em melhor definição é uma politicalha econômica que diz ser desenvolvimentista e apenas se fundamentada em notáveis programas de “bolsas – doação”, caraterísticas por de fazer cortesia com chapéu alheio, o nosso – os contribuintes, e sem que nos leguem justa contrapartida. Explica-se:


O bolsa-empresário custará aos cofres públicos este ano cerca de R$ 30 bilhões. O bolsa-banqueiro, entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões. O bolsa-mutuário, estimado pela Caixa Econômica Federal em R$ 32 bilhões.


Bolsa-mutuário, ou programa Minha Casa, Minha Vida, que evidentemente ficará muito aquém da fanfarronice publicitária das eleições, merece louvor no sentido de buscar resolver um dos graves problemas sociais do país. Porém, vale notar que aquilo que é estimado como “custo social” (subsídio) para tal programa, e que no máximo resolverá 1/3 do déficit habitacional do país, também significa 1/3 do que está previsto com realização da Copa da FIFA. Este poderia ser um dilema para um país e nação séria: - promover a Copa e seus estádios, ou acabar com o déficit habitacional do país? Certamente o povo e seus supostos representantes no Congresso ficariam com a opção da “bola correr”, uns pela paixão ao esporte; outros pela locupletação nas falcatruas que certamente adviriam. Vale lembrar que no programa de governo do PT e de sua base aliada, rotulado de: -13 compromissos programáticos de Dilma Rousseff com a sociedade brasileira” - no 10º cita, - prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros # propõe a construção de mais de dois milhões de casas no programa Minha Casa Minha Vida; - ou seja, quase 42 mil/mês em quatro anos de mandato, ou ainda 1.400/dia; ou ainda 23/ hora, mais rápido que o transito de São Paulo. No 7º cita # O Governo Federal assumirá a responsabilidade da criação de 6 mil creches e pré-escolas e de 10 mil quadras esportivas cobertas –ou seja 125 creches/mês, ou pouco mais de 4/dia; e ainda 210 quadras/mês, ou 7/dia. Somos um país de números fantásticos e de uma crendice bárbara!


O bolsa-empresário é a definição do ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, e consiste no custo dos recursos transferidos do Tesouro para o BNDES. Findo o primeiro semestre desse ano foram pouco mais de R$ 270 milhões, e o cálculo se precipita entre a diferença da taxa de juros que o Tesouro repassa ao BNDES, que é TJLP – 6% a.a., para quanto o próprio Tesouro paga aos rentistas para se financiar – em média (2011) -11,2%. Inclui-se aqui o subsídio implícito nas transferências do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), cuja fonte de financiamento é o PIS. Ao todo isso equivalerá, segundo o economista, cerca de R$ 30 bilhões em 2011. Já o chamado bolsa-banqueiro, é mais conhecido e adulado pelo governo que utiliza na cantilena de que a dívida externa do país foi paga no governo lula. Trata-se de US$ 346,1 bilhões (o7/11) em reservas e que vai aumentando a medida que o BC compra dólares, e nisto implica um custo exorbitante e desnecessário, posto que em 2008 o país possuía pouco mais de US$ 210 bilhões e foi o suficiente para atravessar os momentos difíceis de 2008. O custo atual é pouco superior a US$ 50 bilhões/ano para manter essa “poupança” a juros reais negativos, dos quais quase 50% são completamente desnecessários em qualquer sentido face ao custo gerado.


Talvez disto venham os títulos honoríficos ao ex-presidente lula, ou ainda os convites e retribuições a peso de ouro a que "professore palestras" onde expõe baboseiras aos tolos que vão ouvir; pois falar e ouvir o que inútil lhe seja, é prevaricar-se da própria sapiência. Assim o mundo se curva aos sólidos fundamentos econômicos brasileiros e da politicalha econômica petista - Em 2010 o custo médio de carregamento da dívida interna da União foi de 0,8499% ao mês (10,69% ao ano), com ganho real positivo para os investidores de 0,9915% ao mês (12,57% ao ano), depois de incluída a deflação média/mês do IGPM de 0,1416% ao mês (1,7125% ao ano). No mesmo ano as reservas de US$ 238,1 bilhões foram remuneradas com juros reais negativos de 3,8% ao ano (juro zero e inflação americana de 3,8% ao ano). Prêmio “Honoris Causa” pelos grandes especuladores internacionais; - o Brasil pagou juros reais positivos de 12,57% ao ano e recebeu pelas aplicações das reservas juros reais negativos de 3,8% ao ano. Um ganho real para o mercado financeiro internacional de 16,37% ao ano (Fonte MF). Olhos para quem quer enxergar e ouvidos para quem queira ouvir, ensina-nos o Evangelho.


Voltando ao tema original do “chapéu alheio”, há de se afirmar que o empreendedorismo é marca indelével de uma economia pujante, e assim considerado junto com os mecanismos de proteção social, como os fundamentos necessários a impulsionar a prosperidade e estabilidade socioeconômica de uma nação. Torna-se indispensável ao Estado incentivar o empreendedorismo e reduzir a burocracia tributária; assim como atuar na proteção social. Neste sentido, o Estado, no papel de gestor e ente imparcial, vigilante aos interesses da nação, haveria de fazer concessões de ordem fiscal, porém sem desdobramentos em que os benefícios de uns fossem prejuízos de outrem. Então vejamos quais argumentos não utilizados pela gloriosa Frente Parlamentar que defende as ME’s.


As empresas de caráter empreendedor, ou de alto crescimento (EAC), conforme critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), devem possuir 10 ou mais pessoas ocupadas no período inicial de observação e devem apresentar crescimento médio do pessoal ocupado-assalariado maior de 20% a.a., e por um período consecutivo de três anos (iniciais). As EAC’s que por cinco anos desde o início de suas atividades mantenham esse padrão de alto crescimento, são denominadas gazelas (gazelle) e constituem um subgrupo específico desse contingente, reflete-se aqui o grande sucesso das franchisings no Brasil que “queimam” muitas etapas desde o planejamento, configuração e constituição de marca, mercado, confiabilidade etc.; pois trazem de imediato ou em curtíssimo prazo maior apelo à fidelização e consequentemente a resultados.


Em 2008, últimos dados disponíveis, as EAC’s tiveram um crescimento médio no pessoal ocupado de 172,4%; ou seja, entre 2005 e 2008; cresceram 99,6% mais que o estabelecido pelos critérios da OCDE. Elas ainda foram responsáveis por 18,0% do total do valor adicionado e 18,3% das receitas nos setores de indústria, comércio, serviços e construção ao PIB do período, e foram responsáveis por 57,4% do total de ocupações criadas entre 2005 e 2008. A maior parte das empresas de alto crescimento são micros ou de pequeno porte. Em 2008 - 51,6% das EAC’s eram empresas de pequeno porte (com 10 a 49 pessoas ocupadas), 39,0% eram de médio porte (de 50 a 249 pessoas) e 9,3% eram grandes (250 ou mais pessoas). No caso das “gazelas”, a participação das pequenas era ainda maior, 55,2%, enquanto a participação destas nas médias e das grandes se reduzia para 38,4% e 6,4%, respectivamente.


Acima estão alguns poucos e técnicos argumentos que poderiam muito bem embasar uma política e não politicalha econômica de incentivo fiscal às ME’s e até buscar dar maior mérito às vocacionadas que registrem alto crescimento, como demostrado. Quem de fato estuda economia, depara com inúmeros exemplos de estímulos fiscais ao empreendedorismo inovador e socialmente responsável mundo afora. Aqui somos fustigados até na ONU com um discurso presidencial, meramente populista, sobre a necessidade de quebras de patentes sobre medicamentos, ou seja, punir quem inova e investe em pesquisas, mas “esquece-se de dizer” que somos campeões disparados na taxação mundial de medicamentos – 34% a 36%. Isto tudo ocorre pelo imprescindível, objetivo da politicalha esquizofrênica em custear uma gestão pública arcaica, medíocre, míope e caríssima. Vale dizer que o governo federal em sua folha de pagamentos representa o maior peso dentro dos custos aberrantes, e disto compreende-se o financiamento da dívida pública a sustentar um sem números de supersalários, hiperaposentadorias, e tantas mazelas mais, e tão somente até agosto do corrente ano, considerando os últimos doze meses, quebraram-se todos os recordes anteriores, de tal forma que “nunca antes na história deste país” pagamos tanto em juros (serviço da dívida) – R$ 224,8 bilhões, e isto com a cotação média do dólar e euro em baixa no transcurso do primeiro semestre do corrente ano.

A façanha em estimular as ME’s vem em parte do Orçamento Fiscal, como dali sai ao BNDES até para financiar a Transcocaleira na Bolívia; mas em maior parte do Orçamento da Seguridade Social (Previdência/ Saúde/ Assistência Social), sob excrescente rubrica - “renúncias previdenciárias”; o que pode levar algum leitor desatento a imaginar que as ME’s são entidades filantrópicas. Em 2012, serão R$ 18,9 bilhões subtraídos do Orçamento da Seguridade, talvez seja por isso que a presidente Rousseff tenha vetado o aumento aos aposentados, e o Ministro Garibaldi ensaia e nada apresenta sobre o escorchante fator previdenciário.


Como sempre, o merecido incentivo ao empreendedorismo não foi através de cortes nos gastos da incompetente e mal fadada gestão pública; mas sim de direitos dos segurados e contribuintes do RGPS-mera transferência de direitos, versa pelo que clamam de política econômica, e que sequer obedece a quesitos mínimos de política orçamentária, misturando o orçamento da Seguridade com o Fiscal. Uma zona propositada a serviço da politicalha! No Brasil, o Poder Público esta a premiar a incompetência, e com primor, caso contrário não teria a mediocridade a apoiá-lo nos vários segmentos da sociedade. Na OCDE denominam “gazelas” as empresas de alto rendimento, sob a mesma ótica o nosso setor público seria rotulado de burro empacado alimentado a pão de ló pelos contribuintes que precisam deixar de ser inertes.


Oswaldo Colombo Filho


O Estado de S.Paulo 14/10/2011

Diário da Manhã (GO) 15/10/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A xilogravura e o Brasil nos quadrinhos de Jô Oliveira

de
Jo Oliveira joolive@gmail.com
para
Luiz Carlos Carlos Nogueira
data
16 de outubro de 2011 10:14
assunto
A xilogravura e o Brasil nos quadrinhos de Jô Oliveira | RioComicon 2011
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Postado por em Notícias | 0 comentáriosout 11, 2011

Ilustrador, quadrinista e professor, Jô Oliveira vem produzindo quadrinhos e ilustrando álbuns infantis há mais de 35 anos. Seus álbuns, geralmente baseados em momentos da nossa história ou adaptações literárias, já abordaram o sertão nordestino e a lenda das amazonas que deram origem ao nome da região e do rio; a incrível saga de Hans Staden e a improvável história de Canudos; a vida dos índios kuarup e uma versão de Alice no país das Maravilhas. Formado em Artes Gráficas pela Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em Programação Visual pela Escola Húngara de Artes, de Budapeste, e tem mais de 20 livros publicados no Brasil, Itália, Grécia, Espanha, Argentina e Dinamarca, como A guerra do reino divino (Pasquim, 1976, 1. ed.; Hedra, 2001, 2. ed.), L' uomo di Canudos (Cepim, Itália, 1979; Hooby & Work, Itália, 1996), Hans Staden (Conrad, 2005), As amazonas (Cortez, 2010) e João Calais (FTD, 2010).


Seu traço remete à xilogravura, expressão artística muito presente em sua terra natal – ele nasceu na Ilha de Itamaracá, Pernambuco, em 1944 –, sobretudo nos folhetos de cordel, que, junto com os quadrinhos, foram a base de sua alfabetização. “O trabalho de J. Borges e de vários outros xilógrafos populares me encantam”, conta Jô nesta entrevista, que também aprecia gravuristas como o mexicano José Guadalupe Posada e o italiano Giacomo Patri.

No momento, Jô dedica-se a uma empreitada de fôlego: a adaptação de Grande sertão: veredas, o clássico de Guimarães Rosa, considerado por muitos a maior obra de nossa literatura. No Rio Comicon 2011, Jô Oliveira participa do encontro com outros dois importantes nomes de nossos quadrinhos e artes visuais, Luiz Gê e Edgar Vasques, na mesa “Meu Brasil brasileiro”, na sexta-feira, 21 de outubro, às 14h.


Leia a seguir a entrevista com o quadrinista, onde ele fala sobre seu trabalho, os mestres e as mudanças que vê no mercado de HQs hoje em dia, em outros assuntos. (Bruno Dorigatti)


Por que quadrinhos? O que o levou a produzir as suas próprias histórias?

Jô Oliveira. Fui alfabetizado folheando quadrinhos e cordel. Como sempre amei desenhar, as imagens dos quadrinhos me hipnotizavam. Por outro lado, as histórias dos cordéis me levaram para a cultura popular. Gosto também de fazer quadrinhos com temas históricos e adaptações literárias.


Quais foram seus mestres, suas referências?

Jô Oliveira. As gravuras das capas dos cordéis foram sem dúvida o meu ponto de partida. Eu precisava de uma referência que me ligasse ao Nordeste, à minha infância. Depois ampliei as referências estudando a gravura medieval e imagens populares de outros países. Mas eu gosto de todas expressões visuais figurativas de bom gosto e de qualidade. Coleciono livros sobre os grandes mestre da ilustração universal.

Quais as maiores dificuldades em contar histórias dessa maneira?

Jô Oliveira. Acho que sempre foi a falta de editoras interessadas no tipo de trabalho que eu gosto de fazer.


Por que a predileção em recontar momentos da história do Brasil através das HQs?

Jô Oliveira. Sempre vi os quadrinhos como uma ferramenta para instigar os jovens a se interessar por História e por Literatura. Aliás, sempre disse que o grande público do quadrinho brasileiro está na sala de aula. Além de ser um instrumento para despertar o interesse pela leitura, a HQ na escola estará criando um público que vai consumir quadrinhos no futuro. Também é porque gosto muito de literatura e de história.


A xilogravura parece ser uma forte influência em seu trabalho. Qual sua relação com ela?

Jô Oliveira. Sou apaixonado pela xilogravura. O trabalho de J. Borges e de vários outros xilógrafos populares me encantam. Também gosto muito dos gravuristas mexicanos, como José Guadalupe Posada. Do belga Frans Masereel, do norte-americano Lynd Ward e de Giacomo Patri, esse de origem italiana. Eu poderia citar muitos outros.

O que tem lhe chamado a atenção nas HQs que tem lido hoje em dia, do Brasil e do exterior?


Jô Oliveira. Acredito que os quadrinhos agora conquistaram o respeito e conquistaram uma liberdade jamais pensada. Agora há lugar para todo tipo de tendência e é isto me chama a atenção.


Trabalha ou pensa em trabalhar em alguma história no momento? Poderia nos adiantar algo?


Jô Oliveira. No momento estou mergulhado num grande trabalho. Estou ilustrando Grande sertão: veredas para a Editora Globo. Em seguida, farei a adaptação do livro Palmeirim de Inglaterra, uma história de cavalaria escrita no século XVI e que será narrada em cordel por dois escritores, meus amigos. Vai sair pela FTD.


Como vê o mercado para quadrinhos hoje, em relação a quando o senhor começou a publicar, nos anos 1970?


Jô Oliveira. Bem diferente. Hoje há editoras que só publicam quadrinhos e também editoras que só publicavam livros e agora aderiram aos quadrinhos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

AGRICULTURA BIODINÂMICA — A SEMENTE DA PERMACULTURA



Luiz Carlos Nogueira

nogueirablog@gmail.com




MOVIMENTO BIODINÂMICO - AGRICULTURA BIODINÂMICA



Foi durante o Congresso de Pentecostes, em 1924, no castelo Koberwitz, perto de Wroclaw/Breslau, onde hoje está localizada a prefeitura de Kobierzyce, Polônia, que Rudolf Steiner (18611925), fundador da Antroposofia lançou a idéia para o Movimento Biodinâmico, através de palestras proferidas para os agricultores.


A Agricultura Biodinâmica tendo suas raízes na Antroposofia, promove a renovação do manejo agrícola com vistas à produção de alimentos saudáveis para o ser humano sem a degradação do meio ambiente.


O objetivo desse Movimento é restabelecer uma agricultura com a sua força original que se perdeu com a industrialização voltada apenas à monocultura, assim como pela exploração dos produtos de origem animal, colocando esses seres fora do seu habitat natural.


Portanto, o ponto fundamental da Agricultura Biodinâmica visa o bem-estar do ser humano em perfeito equilíbrio com a Natureza, aprendendo a conhecê-la a partir do seu sentimento espiritual, para vencer a visão materialista com que foi contaminado pelas idéias mercantilistas e industriais. Essa provocação para um despertamento consciencial, busca também refletir as relações interpessoais, espiritual e ética, que permitirá a convivência harmônica com a Mãe Natureza, com a terra (solo), com os animais e plantas, que compõem um todo necessário para subsistência do Planeta Terra.


A idéia é de que o ser humano precisa transformar suas terras (fazendas, chácaras ou sítios), num organismo que seja capaz, por si mesmo, de produzir sua renovação, pelo plantio diversificado, porém integrando todos os elementos agrícolas num mesmo ambiente, tais como as culturas da sua horta, do seu campo e pastagens, as fruticulturas, assim como as outras culturas permanentes e até as nativas, mantendo as sebes e os capões de matas, para assegurar a vida dos seus mananciais hídricos, das suas várzeas, para que possam assegurar permanentemente a fertilidade do solo, trazendo a saúde para as plantas, animais e ao próprio ser humano.


É por isso que na Agricultura Biodinamica não são usados pesticidas sintéticos, herbicidas e hormônios de crescimento, adubos nitrogenados minerais, etc, pois, para melhorar os cultivares e as raças não se pode admitir as técnicas transgênicas. A produção de ração para os animais dos sítios, deve ser providenciada nos próprios sítios, observando sempre que essa população deve guardar relação entre a capacidade natural e o espaço que ocupam.


PERMACULTURA (texto transcrito da Wikipédia – clique aqui para conferir.


Assim não é difícil concluir que o que hoje chamamos de Permacultura, tem suas raízes, como já disse, nas idéias de Steiner.


Eis do texto da Wikipédia:


“A permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.


Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.


Os princípios da Permacultura vem da posição de Mollison de que "a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e da de seus filhos" (Mollison, 1990). A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções, e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia. E, neste ponto encontra paralelos com a Agricultura Natural, que sendo difundida intencionalmente pelas pesquisas de Masanabu Fukuoka por todo o mundo, chegaram as mãos dos senhores fundadores da permacultura e foram por eles desenvolvidas.


Permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com ideias inovadoras. Unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.

A permacultura, além de ser um método para planejar sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.


Permacultura é a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.


A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos - um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis.


Pode se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes”

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

INTERNET BANDA LARGA - QUALIDADE JÁ! CAMPANHA DO IDEC


de

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gifVeridiana Alimonti - Idec campanhas@idec.org.br

para

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gifnogueirablog@gmail.com

data

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif11 de outubro de 2011 19:21

assunto

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gifQualidade já!

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Apoiadores e amigos do Idec,



A má qualidade da banda larga é um sofrimento para o brasileiro. Apesar das inúmeras reclamações dos consumidores, não há norma que regule a
qualidade do acesso à internet no País. As empresas de banda larga só garantem 10% da velocidade contratada e algumas nem se comprometem com uma capacidade mínima!



Há um lobby poderoso das prestadoras do serviço para que as coisas continuem assim. Porém, temos agora uma
oportunidade real de mudar a situação - o Conselho Diretor da Anatel tem de votar até o final de outubro uma regulação que definirá os padrões de qualidade da banda larga brasileira.



Ajude a fazer os interesses dos consumidores prevalecerem sobre os abusos das empresas!
Envie uma mensagem para o Conselho Diretor da Anatel agora:



www.idec.org.br/campanhas/qualidadeja



Recentemente a Anatel colocou em consulta pública uma proposta de regulamento de qualidade que estabelece limites máximos de variação da velocidade contratada, obrigação de a empresa fornecer um software certificado para a medição da qualidade da conexão, teto máximo de ocupação da rede, além de critérios de atendimento ao consumidor.
A resolução final depende da aprovação Conselho Diretor. O único obstáculo são as empresas de telecom, que estão fazendo pressão por uma regulação fraca.



O Conselho Diretor da Anatel se
reúne toda quinta-feira e deverá aprovar o regulamento de qualidade em menos de um mês. Vamos nos unir para bombardear os conselheiros Ronaldo Sardenberg, Emília Ribeiro, João Rezende e Jarbas Valente com mensagens de internautas-consumidores exigindo uma regulação firme!


O acesso à rede que
tanto sonhamos para o Brasil depende disso. Só com qualidade a internet pode realizar todo o seu potencial de acesso à informação e concretização de direitos fundamentais. Baixa velocidade, problemas de estabilidade, pouca transparência na prestação do serviço e mau atendimento do consumidor não fazem parte da banda larga que queremos. Envie uma mensagem para a Anatel:



www.idec.org.br/campanhas/qualidadeja



Toda quinta-feira é “Dia de Pressão na Anatel”. Não se esqueça de enviar mensagens todas as quintas até o fim do mês. E não se esqueça de publicar o link da campanha no Twitter e Facebook. Agora é hora de mostrarmos que os consumidores estão bem informados e prontos para brigarem pelos seus direitos. - divulgue esta campanha!



Por uma banda larga de qualidade,



Veridiana Alimonti e a equipe do Idec



PS: Se você quer contribuir com a divulgação ou as ações dessa campanha, escreva para campanhas@idec.org.br


Clique aqui caso não consiga visualizar esta mensagem.

Para cancelar o recebimento destes informes.Clique aqui