sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A indignação de Alexandre Garcia

Assistam o vídeo no Youtube, onde Alexandre Garcia faz comentários mostrando sua indignação.



Cliquem no link abaixo:



http://www.youtube.com/watch?v=i09MRTChVlw&feature=related



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Salete Lemos - Reporter fala dos Bancos

Sem comentários, cada um que tire suas conclusões vendo o vídeo no Youtube. Para acessar clique em : http://www.youtube.com/watch?v=l_7mwKik_bQ

Tenho vergonha de mim...Rolando Boldrin declamando- postado por Luiz Carlos Nogueira

Vejam o Rolando Boldrin declamando no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=ERTmvOll87s

Tenho vergonha de mim... - Postado por Luiz Carlos Nogueira

Vejam Rolando Boldrin declamando no Youtube "Tenho vergonha de mim..."



http://www.youtube.com/watch?v=ERTmvOll87s

Ana Carolina no Youtube - Postado por Luiz Carlos Nogueira

Leitor veja você mesmo - Recado aos Corruptos - Ana Carolina (Demais) no Youtube. Cliquem no link para acessar:

http://www.youtube.com/watch?v=EY5sSLxwk1Y

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

AS TRÊS PERGUNTAS DO IMPERADOR



(Extraído do livro “Para Viver em Paz, O Milagre da Mente Alerta”, de Thich Nhât Hanh, prefaciado e traduzido por Odette Lara, 4º ed., Vozes, Petrópolis, 1986) É um pequeno livro, mas de ótimo conteúdo.) (Colaboração de Luiz Carlos Nogueira)





Segundo Thich Nhât Hanh, em seu livro “Para Viver em Paz, O Milagre da Mente Alerta”, Tolstoy contou certa vez uma estória, em que um certo imperador acreditava que para reinar satisfeito e sem cometer falhas, teria que conseguir resposta para três indagações suas:



Qual o momento mais oportuno para se fazer cada coisa?

Quais as pessoas mais importantes com quem trabalhar?

Qual a coisa mais importante a ser feita?



Para obter tal desiderato, anunciou que daria uma grande recompensa a quem lhe respondesse com certeza às perguntas. Muitos foram o que se apresentaram com as mais variadas respostas.



À primeira, alguém aconselhou-o a fazer um completo planejamento, dedicando todas as horas, dias, meses e ano a certas tarefas programadas, observando o seu estrito cumprimento, pois só dessa maneira ele teria a possibilidade de fazer cada coisa a seu devido tempo.



Uma segunda pessoa, respondeu-lhe que seria impossível planejar antecipadamente, mas que deveria abandonar todo e qualquer divertimento e permanecer atento a tudo, para poder saber o que fazer na hora certa.



A terceira pessoa afirmou que o imperador jamais poderia, por sí próprio, ter a previsão e competência necessárias para decidir quando fazer cada coisa. E que o melhor seria constituir um conselho de sábios e agir de acordo com o que fosse indicado por eles.

Uma quarta pessoa, finalmente, disse-lhe que certos assuntos requeriam providências imediatas, de forma que não poderiam ficar aguardando por uma decisão do conselho, mas que se o imperador quisesse saber dos acontecimentos antecipadamente, deveria consultar a mágicos e adivinhos.



Quanto à segunda pergunta, também não foram apresentadas respostas satisfatórias.



Uma pessoa disse que o imperador deveria depositar sua confiança nos administradores, outra, que deveria confiar nos padres ou nos monges. Uma outra, disse que deveria confiar nos médicos, e, outras ainda, que deveria confiar nos guerreiros.



Sobre a questão apresentada pela terceira pergunta, houve quem trouxesse uma variedade similar de respostas. Uns disseram-lhe que a coisa mais importante a fazer era a ciência. Outros, porém, falaram-lhe em religião, e alguns ainda achavam que a coisa mais importante era a arte bélica.



Não obstante a enxurrada de respostas, nenhuma satisfez ao imperador que não recompensou a ninguém. Contudo, ficou ele a refletir por muitas noites, e por fim resolveu, disfarçado de camponês, procurar um eremita que habitava nas montanhas, que era tido como homem iluminado, mas não atendia a ricos e poderosos — apenas os pobres.



Ordenando aos seus criados que o esperassem ao sopé da montanha, subiu-a indo ter com o eremita que lavrava a terra da horta que havia plantado em frente à sua choupana.



Ao avistar o forasteiro, o eremita acenou-lhe com a cabeça e continuou a capinação. O trabalho que executava era muito penoso para um homem com a sua idade, de forma que cada vez que enterrava a enxada na terra, para revolvê-la, esse movimento era acompanhado de um profundo suspiro.



Impaciente, o Imperador falou-lhe: vim até aqui para pedir-lhe ajuda, ou seja, quero que me responda a três indagações, para que eu possa guiar-me nas resoluções que pretendo tomar:

Qual o momento mais oportuno para se fazer cada coisa?

Quais as pessoas mais importantes com quem trabalhar?

Qual a coisa mais importante a ser feita?



O eremita limitou-se apenas a ouví-lo, mas não respondeu. Deu-lhe uma palmadinha amistosa nos ormbros e continuou a trabalhar calado.



Diante de tal atitude o Imperador então disse: Você deve estar cansado, deixa-me dar-lhe uma ajuda ! Ao que o eremita agradeceu e passou-lhe a enxada, sentando-se ao chão para descansar.



Após haver cavado dois canteiros, o Imperador parou voltando-se para o velho e repetiu suas três perguntas. Porém, o eremita ao invés de responder, levantou-se e apontando para a enxada disse: Por que não descansa agora ? Eu posso retomar o meu trabalho novamente ! Mas o Imperador não lhe devolveu a enxada e continuou a cavar.



Escoaram-se as horas e o sol começou a sumir atrás da montanha, e o Imperador colocando a enxada de lado falou novamente ao eremita: Eu vim até aqui na esperança de que você fosse capaz de responder-me as três perguntas, mas se não puder respondê-las, por favor, me diga, para que assim eu volte para casa !



Eis, porém que de repente o eremita ergueu a cabeça e perguntou ao Imperador: você não está ouvindo passos, como se alguém esteja correndo nas proximidades ?



O Imperador voltando-se e, de repente surgiu do meio do mato, um homem com longa barba branca. Muito ofegante, o homem tentava cobrir com as mãos, o sangue que lhe escorria de um ferimento no estômago, vindo em direção ao Imperador, antes de tombar no chão, inconsciente.



Ambos, o eremita e o Imperador abriram a camisa do homem, e viram que havia recebido um corte muito profundo. Então o Imperador limpou-lhe o corte, usando sua própria camisa para atá-la, porém logo o sangue a encharcou. O imperador lavou a camisa e enfaixou-o novamente, continuando assim até parar o sangramento.



Voltando à si o homem ferido pediu água, que o Imperador lha deu indo buscar no rio. Com o passar do tempo já se fazia noite e o frio era sentido. Assim o eremita e o Imperador carregaram o homem para a choupana, e o deitaram na cama onde adormeceu.



Esgotado, também o Imperador recostou-se numa banqueta e também adormeceu, vindo a desperta-se com o dia já claro. Por instante não se lembrava onde estava e o que lá fazia. Esfregou os olhos e em seguida viu o homem ferido que, deitado, também olhava confuso ao seu redor. Mas, ao ver o Imperador, o homem fixou-o, e murmurando com voz fraca, disse:

— Perdoa-me, por favor !

— O que você fez para que eu o perdoe ? Respondeu-lhe o Imperador.

— Vossa Majestade não me conhece, mas eu o conheço. Eu era seu inimigo declarado e tinha jurado me vingar por meu irmão ter sido morto na guerra e minhas propriedades terem sido confiscadas. Quando soube que V.M. vinha sozinho até aqui, resolvi surpreendê-lo no seu caminho de volta, e assim matá-lo. Como não consegui vê-lo após ter ficado escondido horas a fio, decidi-me sair à sua procura. Mas ao invés de encontrar V.M. deparei-me com seus criados que me reconheceram e me feriram. Felismente consegui escapar e correr até aqui. Não tivesse eu encontrado V.M., certamente estaria morto agora.

— Eu vim para matá-lo e V.M salvou-me a vida ! Estou muito envergonhado e ao mesmo tempo agradecido. Se eu conseguir recuperar-me, juro, serei seu mais fiel servo pelo resto de minha vida e o mesmo pedirei que o façam, meus filhos e meus netos. Agora o que mais desejo é o seu perdão.



Para o Imperador foi uma grande alegria a oportunidade que teve de reconciliar-se com seu ex-inimigo, de sorte que disse que: não só o perdoava como também prometeu devolver-lhe as propriedades, ordenando ao seu próprio médico e criados, tratarem-nos até sua total recuperação.



Depois de mandar aos criados que levassem o homem ao seu lar, o Imperador voltou a ter-se com o eremita, pois quis antes de retornar ao palácio, repetir suas três perguntas, numa última tentativa de obter-lhe as respostas de que tanto acreditava necessitar. Encontrando-o de novo, semeando a terra que havia sido preparada no dia anterior, após ouvir o Imperador, disse — Mas as suas perguntas já foram respondidas ! Como assim, redarguiu o Imperador intrigado.



— Ontem, se V.M não se tivesse compadecido de mim e me ajudado a cavar a terra, teria sido assassinado por aquele homem. Portanto:

— o tempo mais oportuno foi quando esteve cavando os canteiros;

— a pessoa mais importante fui eu, e

— a coisa mais importante a fazer foi me ajudar.

— mais tarde, quando o homem ferido apareceu, o tempo mais oportuno foi enquanto esteve tratando de seu ferimento, pois se não lhe tivesse socorrido, ele morreria e V.M teria perdido a chance de reconciliar-se com ele.

— Da mesma forma, ele foi a pessoa mais importante, e

— a coisa mais importante foi cuidar do seu ferimento.

— LEMBRE-SE DE QUE SÓ EXISTE UM TEMPO IMPORTANTE E ESSE TEMPO É O AGORA.

— O PRESENTE É O ÚNICO TEMPO TEMPO SOBRE O QUAL TEMOS DOMÍNIO.

— A PESSOA MAIS IMPORTANTE É AQUELA QUE ESTÁ À SUA FRENTE.

— A COISA MAIS IMPORTANTE É FAZER ESSA PESSOA FELIZ.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A FERRAMENTA DA PAZ

Luiz Carlos Nogueira


Mergulha no teu interior com maestria
e busca a pedra oculta na tua cruz!
Aquece tua caverna gelada e sombria
e faz jorrar a luz!

Espreita o raio do sol que de mansinho
Irisa a gota d’orvalho que tremeluz
no ramos onde canta o passarinho
a melodia da liberdade e do jus!

Vê que belo é o dia, quão boa é a claridade!
Sê feliz! Faz o bem, exercita a caridade!
Desperta! Busca a verdade, promove a alegria que apraz!

Olha no teu caminho! Impede os atos vis dos desalmados!
Não percas um só instante, ensina pois aos malvados,
Um pouco de amor, a ferramenta internacional da paz.


Este soneto tem uma história:

Certo dia (em 1986) recebi um convite para participar de um concurso de poesias (com a condição de serem inéditas) promovido pela Loja Conde de Saint Germain, da Sociedade Teosófica no Brasil (Rua Imperatriz Leopoldina 8 - 17º and. Centro CEP: 20060-030 Tel: (021) 254-0952), em comemoração ao Ano Internacional da Paz, em homenagem à iniciativa da Organização das Nações Unidas, por ter instituído essa campanha. A participação foi aberta para candidatos de todos os Estados brasileiros.

Pois bem, estávamos, eu, um colega de trabalho (Ulisses, já faz tanto tempo que não me lembro do seu sobrenome) e um moço que gosta de fazer poesias. Este último comentou com certo ar de importante, que: “a poesia não é para qualquer um”. Logo o meu colega incentivou-me a participar, aliás até porque é desenhista, ilustrou o meu trabalho.

Na verdade houve um desafio velado do “poeta”. Achava ele, que tinha tudo a ver com a inspiração, e só com ela, como se fosse um sopro dos deuses. Só os dotados dessa espécie de virtuose eram dados a fazer poesia.

Pronto, resolvi participar. Não sei porque, mas naquele momento (depois de terminado o soneto) tive a certeza que o meu trabalho seria classificado no primeiro lugar – e foi. Não foi por arrogância que pensei assim, e não tenho como explicar essa sensação muito forte que se assenhoreou de mim.

É bom que se diga que, nenhum deus ou demônio sussurrou nos meus ouvidos; tampouco recebi mensagens telepáticas dos anjos, guardiões ou como queiram classificar. Nada excepcional, foi só uma questão de um desenho mental consentâneo com o titulo motivador do concurso.

Penso que o ser humano, se considerarmos que existem milagres, foi agraciado por Deus com o maior de todos — a inteligência. Mas esta precisa ser exercitada, desenvolvida. É preciso que a nossa mente esteja sempre desperta.

Se não fossemos dotados dos órgãos dos sentidos, da consciência, da inteligência e da razão, é provável que nem sequer saberíamos que existíamos.

Portanto, todas as pessoas mentalmente sadias, se quiserem, podem fazer praticamente tudo o que se propuserem a atingir no campo das realizações humanas. Basta ter um sonho, mas também um projeto de vida, no qual trabalhe com determinação e vontade. Eu acredito firmemente nisso, porque tenho visto muitos exemplos. Por tudo isso não é sensato subestimarmos as pessoas.