sexta-feira, 13 de maio de 2011

Desabafo de umpoeta em extinção

MORREU.....MORREU...


Edson Paulucci


Eu não acredito mais.

Nem em Adão, em Eva, na Arca de Noé,

nessas coisas todas tolas que a igreja nos colou.

Não acredito na missa, na fantasia da eucaristia.

Não acredito mais nessa coisa tola que é

aceitar mandamentos.

Eu não aceito que ninguém mande em mim. Ponto.

Assim como não aceito mortes em massa.

E odeio gente orando, de mando, por essas pessoas.

Não acredito mais em Papai Noel.

Nem no coelho da Páscoa.

Acredito em vírus, bactérias...doenças

absolutamente incuráveis.

A melhor coisa que ganhei foi a lucidez.

E não acredito em espíritos que voltam.

Ninguém volta. Morreu. Morreu.

Faz anos que quero ter meu pai de volta.

Mas ele não volta. Jamais vou tentar achar

explicações por que ele não volta.

Jamais, em tempo algum, alguém vai me

convencer do contrário.

As pessoas fazem sempre as coisas pelos

Seus próprios motivos.

Nunca pelos nossos.

Assim sendo, morreu....morreu!

Por favor, não queira me convencer do contrário!

Texto enviado pelo autor, por e.mail com o título de “Desabafo de um poeta em extinção”.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Por que o Brasil vai pagar mais pela energia de Itaipu

quinta-feira , 12/5/2011

Redação Época

Por José Antonio Lima


Brasil, Mundo Tags: 110511, Congresso, Itaipu, O Estado de S.Paulo, Paraguai


Reportagem do Estadão relata a votação, realizada na quarta-feira pelo Senado, sobre o aumento do valor pago ao Paraguai pela energia excedente produzida pela usina de Itaipu. O montante sai dos atuais US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais. A quantia irritou a oposição, que não conseguiu barrar o texto nem na Câmara e nem no Senado. Agora, o projeto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff, que em breve viaja ao Paraguai.


A oposição contestou o argumento da relatora de que não haverá impacto da elevação dos custos da energia de Itaipu no bolso do consumidor brasileiro. “A Exposição de Motivos (do Executivo) diz que os encargos sairão do Tesouro Nacional. E quem alimenta o Tesouro? Os brasileiros que pagam impostos”, criticou o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).






O fato é que haverá mesmo custos adicionais ao Tesouro Nacional, mas se o governo tivesse conseguido explicar o aumento de forma mais clara, quem sabe não haveria tanta polêmica.



O valor extra – US$ 240 milhões – não é pequeno, mas convenhamos que não é algo que vá desestabilizar as contas públicas brasileiras. Para o Paraguai, entretanto, essa quantia faz uma grande diferença. Desde o governo Lula, o Brasil mantém uma política de tentar apaziguar ânimos com seus vizinhos, e é nesta estratégia que se insere o aumento do valor pago pela energia da usina binacional. Para o Planalto, é importante ter em Fernando Lugo, o presidente paraguaio, um aliado, pois é com ele que o Brasil deve tratar de assuntos sensíveis como o combate ao tráfico de drogas e a sempre polêmica situação dos chamados “brasiguaios”.


Fonte: Revista Época – O Filtro – Clique aqui para conferir

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como é possível? Pergunte aos Deputados Federais, Senadores, Ministros e à PresidentA da República

Honda City brasileiro é lançado no México com preço inicial de R$ 25.800 – Como é possível?

Honda City 2010

A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.

Honda City 2010

No México, todas as versões são equipadas com freios à disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.


Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.


Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?


Veja também:

  • Honda City brasileiro é lançado na Argentina por R$ 34.800
  • Efeito New Fiesta obriga Honda baixar o preço do City para R$ 49.900

  • Fonte: CARPLACE Sua Revista Automotiva Online – Clique aqui para conferir a matéria

    segunda-feira, 9 de maio de 2011

    O que é ser cidadão e ter cidadania?

    Por Luiz Carlos Nogueira

    nogueirablog@gmail.com



    Conforme o Dicionário Caldas Aulete, cidadão (substantivo masculino) significa:


    1 Pessoa no gozo de seus direitos políticos e civis; indivíduo que é membro de um Estado e tem perante este a mesma condição que a maioria do povo: dever de obediência às leis e ao governo e direito a proteção


    2 Pop. Irôn. Joc. Indivíduo, pessoa.


    3 Habitante de uma cidade; esp., na Idade Média, aquele era livre de laços ou obrigações em relação a algum senhor



    Por derivação, cidadania (substantivo feminino) significa:


    1 Condição de cidadão, com seus direitos e obrigações (cidadania brasileira).


    2 O conjunto dos cidadãos.: campanha da cidadania contra a miséria e a fome


    3 Conjunto dos direitos civis, políticos e sociais dos cidadãos, ou dos mecanismos para o estabelecimento e garantia desses direitos: aprimoramento da cidadania


    4 P.ext. Exercício consciente da condição de cidadão; atuação na sociedade, em defesa da ampliação e fortalecimento da cidadania (3): Como solução para os problemas sociais, defendeu, além do desenvolvimento econômico, um choque de cidadania.


    Tomando emprestados os dizeres de Dalmo de Abreu Dallari (in Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14), a expressão cidadania é originária do latim, que designava o indivíduo habitante da cidade (civitas), e na Roma antiga era empregado para indicar a situação política de uma pessoa, com exceção das mulheres, dos escravos, crianças e outros), bem como para indicar os seus direitos em relação ao Estado:


    “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.


    Já na Grécia antiga, segundo Wilba L. M. Bernardes. in Da nacionalidade: Brasileiros natos e naturalizados. 1.ed. Belo Horizonte: Del Rey, 1995. 23p.


    “A cidadania era para os gregos um bem inestimável. Para eles a plena realização do homem se fazia na sua participação integral na vida social e política da Cidade-Estado”. “...só possuía significação se todos os cidadãos participassem integralmente da vida política e social e isso só era possível em comunidades pequenas”.


    Na verdade o que se observa tanto na Roma Antiga como na Grécia Antiga, é que apenas uma classe de cidadãos exercia efetivamente a cidadania. Os gregos entretanto, muito contribuíram para suavizar a leis e para a evolução do direito, permitindo a partir das reformas Clístenes ocorridas no ano 509 a.c, a igualdade dos direitos do cidadão, que passou a poder exercer quaisquer cargos no governo, pois Clístenes incorporou as reformas políticas de Sólon (considerado um dos pais da democracia), declarando que a partir de então não mais haveria castas religiosas, portanto, isso acabando com os privilégios de quem nascia sob o manto de uma religião ou facção política.


    Segundo a cientista social, doutora Maria de Lourdes Manzini Covre, em seu livro da Coleção Primeiros Passos, Ed.brasiliense, São Paulo, 1991, “Ha algum tempo o tema cidadania passou a ser mais ventilado no mundo contemporâneo, inclusive no Brasil. Ele aparece na fala de quem detém o poder político (políticos, capitalistas etc.), na produção intelectual e nos meios de comunicação (rádio, jornal, TV), e também junto às camadas mais desprivilegiadas da população. Nas décadas de 60 e 70, esse tema não exercia o mesmo apelo. Ouvíamos então falar de mudança social, do modelo revolucionário russo ou chinês. Naquela época cidadania tinha uma conotação pejorativa, espécie de engodo a ‘la democracia americana’, que não levaria a nada. Hoje aqueles modelos revolucionários, tais como foram encaminhados inicialmente, mostram-se falidos. Novas propostas, de certa forma relacionadas ao tema cidadania, passaram sobre eles. Bons exemplos são a perestroika a glasnost enquanto forma econômica e abertura política da União Soviética e países congêneres. Assim, a cidadania é atualmente assunto de debate na democracia ocidental quanto o socialismo do Leste, entre as classes abastadas e as menos abastadas, e aparece na pauta dos diversos movimentos sociais — que reivindicam saneamento básico, saúde, educação, fim da discriminação sexual e racial [..]”


    Prosseguindo a autora diz: “Façamos uma primeira aproximação. O que é ser cidadão? Para muita gente, ser cidadão confunde-se com o direito de votar. Mas quem já teve alguma experiência política — no bairro, igreja, escola, sindicato etc. — sabe que o ato de votar não garante nenhuma cidadania, se não vier acompanhado de determinadas condições de nível econômico, político, social e cultural. Podemos afirmar que ser cidadão significa ter direitos e deveres, ser súdito e ser soberano [...]”


    Nesse aspecto Jean-Jacques Rosseau (Rousseau e a questão da cidadania, por Gilda Naécia Maciel Barros) já advertia:


    “Esta situação exige para vós máximas específicas. Não sendo ociosos como eram os antigos povos, vós não podeis, como eles, ocupar-vos sem cessar do governo; mas justamente pelo fato de que vós quase não podeis vigiar constantemente o governo, deve ele ser instituído de modo que vos seja mais fácil ver as suas manobras e prevenir os abusos. Todos os cuidados que, por exigência de vossos próprios interesses, deveis ter na ordem pública, devem ser tornados tanto mais fáceis de tomar quanto um cuidado que vos custe e que não tomeis de bom grado. Porque querer desonerar-se inteiramente é querer cessar de ser livre. É preciso optar, diz o filósofo benfazejo, e os que não podem suportar o trabalho só têm de procurar o repouso na servidão. Um povo inquieto, desocupado, agitado e carente de negócios particulares, sempre pronto a imiscuir-se nos negócios do Estado, tem necessidade de ser contido, eu o sei; mas, novamente, é a burguesia de Genebra esse povo? Nada assemelha-se menos a isso; ela é o antípoda dele. Vós cidadãos, inteiramente absorvidos em vossas ocupações particulares e sempre indiferentes diante do resto, só cuidais do interesse público quando o vosso é atacado. Muito pouco cuidadosos em esclarecer a conduta de seus chefes, não vêem os ferros que se lhes prepara a não ser quando sentem o peso deles. Sempre distraídos, sempre enganados, sempre atentos a outros objetos, deixam-se enganar acerca do mais importante de todos, e vão sempre procurando o remédio, por falta de ter sabido prevenir o mal. De tanto calcular os seus passos, não os dão nunca senão demasiado tarde. Seus vagares os teriam já perdido cem vezes se a impaciência do magistrado não os tivesse salvo e se, apressado em exercer esse poder supremo ao qual ele aspira, ele próprio não os tivesse advertido do perigo. Segui a história de vosso governo, vós vereis sempre o Conselho, ardente em seus empreendimentos, fracassar muitas vezes por muito zelo em realizá-los, e vereis sempre a burguesia retornar enfim sobre o que ela deixou que se fizesse sem a isso opor-se. Em 1570 ...., em 1714 ...., em 1725 ...., em 1650 ..., em 1707 ..., em 1736 ..., em 1762 ..., em 1763 ....... Eis, senhores, fatos conhecidos em vossa cidade, e mais conhecidos por vós do que por mim; eu poderia acrescentar cem outros, sem contar os que me escaparam. Estes bastariam para julgar se a burguesia de Genebra alguma vez foi ou é, eu não digo agitada e sediciosa, mas vigilante, atenta e ágil na defesa de seus direitos melhor estabelecidos e mais abertamente atacados. (...)”


    Hannah Arendt (in A Condição Humana; tradução de Roberto Raposo, posfácio de Celso Lafer.-10ª Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005), dá-nos um alerta de que: “Todo aquele que, por algum motivo, se isola e não participa dessa convivência, renuncia ao poder e se torna impotente, por maior que seja a sua força e por mais válidas que sejam suas razões” (pag.213)


    Portanto, não se pode associar a designação de cidadão/cidadã, somente à garantia de direitos, posto que só essa forma não traduz efetivamente a cidadania, vez que tal designação implica o dever de participação que decorre da natureza gregária do ser humano, ou seja, da sua necessidade da vida em sociedade, carregando cada um, uma parcela de responsabilidade na persecução do bem comum, opondo-se ou resistindo ativamente aos entraves opostos contra o exercício da cidadania.


    Isto é, assim como o Estado deve promover determinados direitos dos indivíduos, por outro lado cada cidadão deve por seu turno, obedecer ao conjunto de leis que tornam possível a vida em sociedade, vida essa que deve observar o princípio da solidariedade e participação.


    sexta-feira, 6 de maio de 2011

    Armas e o direito individual

    5 de maio de 2011

    Bene Barbosa (*)

    O direito individual, ou seja, a negação do Estado como gestor da vida privada, é, sem dúvidas, um dos principais pilares do pensamento conservador, sob o prisma do qual o “bem comum” imposto ao cidadão, em detrimento do bem individual, se torna uma das piores formas de se promover o mal e quase sempre se revela o caminho mais curto para ditaduras.


    Em seu livro “What Is Capitalism”, Ayn Rand define magistralmente esta questão:


    “Quando, numa sociedade, o “bem comum” é considerado algo à parte e acima do bem individual de cada um de seus membros, isso significa que o bem de alguns homens tem precedência sobre o bem de outros, que são relegados, então, à condição de animais prontos para o sacrifício.”


    Esta tem sido a lógica desarmamentista: o bem coletivo não pode ser prejudicado pelo direito individual de possuir e portar armas. A ideia de que o desarmamento ajuda a proteger a coletividade tem sido imposta no Brasil há mais de uma década. Uma ideia falsa, baseada exclusivamente em números fantasiosos, em verdadeiros mitos criados e repetidos à exaustão, como verdades absolutas, que tentam fazer acreditar que o cidadão não tem capacidade de escolher o que é pior, ou melhor, para si e para sua família.


    Podemos rapidamente classificar aqueles que querem o controle total das armas e o próprio desarmamento apenas em dois grupos.


    O primeiro grupo seria formado pelos inocentes úteis, que são aqueles que se deixam influenciar pelo discurso fácil do desarmamento, pela verdadeira “demonização” da arma de fogo, como se tivesse ela o poder para corromper a alma de qualquer ser vivente.


    O segundo grupo é realmente o que representa todo o mal que se esconde por trás do desarmamento e do controle de armas: são aqueles que, guiados pela ambição do poder, valem-se dos poderosos instrumentos pseudo estatísticos para subjugar a sociedade.


    Não há como escapar da discussão ideológica quando se fala de desarmamento.


    De forma geral, enquanto os conservadores são favoráveis ao direito de possuir e portar armas, a esquerda é totalmente contrária. Veja-se: a esquerda não é contrária às armas, uma vez que sabe muito bem que seus intentos podem ser conseguidos através do poder das armas; assim foi na revolução de 1917 na Rússia, assim foi em Cuba, com a implantação da ditadura Castrista, e em diversas outras ocasiões que a História registra. Mesmo aqui, no Brasil, não foram poucos os esquerdistas que pegaram em armas para lutar contra o governo militar. Anos depois, são estes mesmos que querem impedir o acesso da população às armas, intento que nem mesmo a “ditadura militar” pretendeu impor ao Povo Brasileiro.


    A questão das armas, ou melhor, do direito de possuir e portar armas de fogo, coloca a esquerda e a direita, liberais e conservadores, em posições opostas, simplesmente por afetar os alicerces de ambas as ideologias.


    Enquanto a esquerda tende a produzir um super-aparelhamento do Estado, em uma proximidade perigosa com o Fascismo – cujo lema é “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado (Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato) -, colocando-o, inclusive, como intervencionista na vida privada do cidadão, a essência da ideologia conservadora não aceita isso; reconhece a importância do Estado, porém faz sérias ressalvas ao seu poder.


    Abrir mão do direito de possuir e portar armas de fogo é transferir ao Estado a responsabilidade total da defesa de sua vida, da vida de seus entes queridos, de seu patrimônio e de suas propriedades.


    O cidadão pode não ter uma arma, pode não querer ter uma arma, mas não deve jamais abrir mão do direito de fazer tal opção. Mostra a História que o direito que se vai dificilmente volta.


    (*) Bene Barbosa - Consultor de segurança pública e privada. Presidente do Movimento Viva Brasil.


    Publicado por: Instituto Millenium


    Matéria transcrita do site do João Bosco Leal – Confira-a clicando aqui