terça-feira, 9 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

São os juízes “escravos da lei” ou “a boca que pronuncia as palavras da lei” ?












Luiz Carlos Nogueira














Dizia Voltaire (François Marie Arouet) que “os juízes são escravos da lei”, pois entendia ele que interpretar a lei equivalia ao fato de corrompê-la, ou seja, para ele os juízes tinham que decidir segundo a expressão literal da lei, não podendo, se colocar como seus árbitros, enquanto Montesquieu (Charles Louis de Secondat) dizia que o juiz é apenas “a boca que pronuncia as palavras da lei”, concepção esta, ligada à teoria da tripartição dos poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).

Havia uma preocupação em impedir a intervenção do juiz como legislador, para que ele ao interpretar a lei, não o fizesse completando-a nos seus hiatos ou lacunas, assim como definindo como aplicar “as normas em branco”, inclusive retroagindo no tempo, provocando mais confusão dos poderes.

É bem verdade que o juiz tem uma margem de discricionaridade para decidir com base numa norma que pode sugerir outra solução para um determinado caso, todavia ele não deve ultrapassar do limite do recomendável, aliás, fronteira essa invisível que só a razão pura pode estabelecer, sob pena de ter sua decisão reformada pelos Tribunais Superiores.

Após a Revolução Francesa, “o governo das leis”, passou a contrapor-se ao “governo dos homens”, que exercido pelos monarcas.

De lá para cá, se não estou errado, vem acontecendo exatamente o que se temia, pois diante das várias questões que o legislador não conseguiu prever, as decisões vem sendo tomadas pelos juízes, combinando artigos separados uns dos outros, fazendo assim desaparecer os efeitos de maior rigor de um deles.

E dessas decisões vão se formando as jurisprudências, calcadas num sentido evolutivo do texto legal, não mais no seu sentido histórico, porque já se tornou caduco diante da realidade social, e que não obstante o legislador não se preocupou em reformar ou atualizar.

Nesse contexto é que se aplica o raciocínio por analogia ou a “contrario sensu”, como numa tentativa de adivinhar a vontade do legislador, que pode ter sido desatento até por desconhecer uma realidade, ou quem sabe até por conta de interesses outros, deixando-se conduzir proposital e casuisticamente.

Por conta disso, Crépon, um eminente jurisconsulto chegou a escrever que: “Nada se deve deixar ao arbítrio do juiz, que nunca pode julgar senão em virtude duma disposição formal da lei”., o que eu completo dizendo: porque afinal os juízes não estão isentos das suas condições humanas.

Não é sem preocupação que estamos assistindo os mais esdrúxulos posicionamentos de alguns ministros do STF, com vistas ao julgamento do chamado crime do mensalão, muitos deles de deixarem perplexos até os “ladrões de galinhas”, que estão encarcerados.

Por conseguinte, o fato é que dessas reiteradas decisões dos tribunais, calcadas em suas novas visões, o legislador acaba sendo forçado a produzir novas leis ou alterar as velhas, factíveis de serem cumpridas, caso contrário, estarão colocando a nossa sociedade civil, no risco da falência ética e moral, fazendo desmoronar todas as instituições da nossa república.

domingo, 31 de março de 2013

uma mulher furta um potinho de margarina e vai presa- e os mensaleiros ficarão em liberdade?



 

 

 

 

TUDO SERÁ POSSÍVEL ACONTECER AMANHÃ 1º DE ABRIL, CONHECIDO COMO O DIA DA MENTIRA. O QUE ACONTECERÁ COM OS CRIMINOSOS DO CHAMADO MENSALÃO? EIS UMA BOA PERGUNTA, PORQUE “NESTEPAIZ” A JUSTIÇA VEM SENDO RIGOROSA contra pequenos delitos de pobres, COMO MOSTRA PAULO LOPES EM SEU SITE (LINK AO FINAL), COM O TÍTULO QUE SEGUE:

 

 

 

SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2009

Rigores da Justiça contra pequenos delitos de pobres

 

> Abdelmassih obtém liberdade e foge; furtador de chocolate continua preso
abril de 2011

> Supremo Tribunal Federal se ocupa com o furto de cinco galinhas.
fevereiro de 2011

> MP-SP e Justiça gastam dinheiro com suspeita de furto de galinheiro.
dezembro de 2010

> Juíza manda prender mãe que tentou furtar roupa para seus dez filhos.
agosto de 2010

> Justiça gastou R$ 3.775 em caso de furto de R$ 10.
junho de 2010

> Ladrão de galinha se livra de um ano de prisão.
maio de 2010

> Santiago está preso há dois anos pelo furto de um bacalhau.
abril de 2010

> Gracie mantém prisão de acusado de furtar R$ 10,95.
março de 2010

> Jovem fica preso 24 dias por tentar furtar três latas de azeite.
fevereiro de 2010

> STJ anula pena de prisão a homem que tentou furto em supermercado.
junho de 2009

> Antônio pegou 15 dias de prisão por tentar furtar 4 xampus.
março de 2009

> Rapaz se livra de 2 anos de cadeia por furto de boné de R$ 30.
novembro de 2008

> Rapaz foi condenado a cinco anos de prisão por roubo de R$ 20.
setembro de 2008

> Mulher que tentou furtar roupas de R$ 275 continua presa.
setembro de 2008

> Inocente que ficou presa 79 dias pede indenização de R$ 50 mil.
setembro de 2008

> Jovem fica preso 4 meses por suspeita de furto de 10 reais.
julho de 2008

> Silva está preso há quatro meses por furtar um pacote de bolacha e um queijo.
fevereiro de 2008

> Catador de sucata pega sete meses de prisão por tentativa de furto de uma pinga.
fevereiro de 2008

> Mulher está presa há 69 dias por furto de R$ 74 em roupas.
janeiro de 2008

> Ademir foi condenado a três anos de prisão por ter furtado R$ 1.
novembro de 2007

> Mulher foi presa por roubar um pote de manteiga.
março de 2006

Paulo Lopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem. 

Fonte: Site do Paulo Lopes (em 31/03/2013). Para acessá-lo clique neste link:

sábado, 30 de março de 2013

O que temos sido? - Por Ismael Machado

No Espaço da Poesia da Secretaria de Cultura de MS, 22.03.13

    
O problema de nossas vidas
A chave para muitas respostas
É também o problema do ser...
Ser de fato o que somos,
Sem peias, nem meias,
De ser pela metade.
Queremos ser tanto
Através do quanto temos...
Há uma luta, um conflito em nós.
Confundir ser com ter.
E vamos anexando tantas coisas,
Como se elas fossem pedaços
  De nós mesmos...
Nessa luta o ter
Sobressai-se tantas vezes,
Que já não sabemos quem somos
  Se o que temos, ou se nós mesmos...
Ismael Machado

sexta-feira, 29 de março de 2013

POLÍTICOS NÃO QUEREM SER INVESTIGADOS - Por Ucho Haddad



Por O Santo Ofício | 7 março, 2013



Por Ucho Haddad

O Brasil avança cada vez mais em sua caminhada retrógrada rumo à ditadura. E esse movimento vem acontecendo sem que a sociedade reaja na mesma proporção. Ignorando a vontade popular, os políticos têm se especializado em propostas que atentam contra o Estado Democrático de Direito.

Tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que retira do Ministério Público o direito de investigar. Essa prerrogativa está na Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 127 criou uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Em um país onde a corrupção é o maior dos cânceres e sua extirpação causaria a imediata paralisia do Estado, o Ministério Público se faz necessário, desde que nas investigações que conduz à produção de provas seja imparcial e sem a omissão de fatos que eventualmente beneficiem os investigados. Entre manter essa imparcialidade e acabar com o poder de investigação do MP há uma grande diferença. Essa tentativa de alterar a Constituição Federal decorre do desejo da classe política, que em sua maioria prefere não ter a vida vasculhada em caso de transgressões.

A ideia em questão aterrissou em São Paulo e ganhou força e contorno de exceção. Os deputados estaduais levaram a cabo na Assembleia Legislativa uma proposta que impede que o Ministério Público investigue os políticos. O que não passa de aberração do pensamento. A legislação vigente não faz qualquer distinção ente os cidadãos, mesmo que alguns insistam em ser mais iguais que os outros.

A situação tornou-se mais preocupante com a proposta que está sendo analisada pela Procuradoria da Câmara dos Deputados. O órgão jurídico da Casa poderá, dependendo da decisão, controlar a rede mundial de computadores para tirar do ar vídeos e comentários que desagradam aos parlamentares. O objetivo dessa proposta é retirar da internet textos e vídeos cujos conteúdos sejam considerados ofensivos ou caluniosos aos deputados.

Se a Procuradoria da Câmara é um órgão jurídico, como assim o define a própria Casa legislativa, seus integrantes devem saber que é livre a manifestação do pensamento, desde que vedado o anonimato, segundo a Constituição Federal. Para casos em que fica caracterizada a ofensa ou a calúnia há leis específicas que tratam do assunto, com previsão de punição aos que transgrediram.

Querer criar um universo legal paralelo é ressuscitar a censura e ajudar o Brasil a abraçar o despotismo. Se os deputados nada têm a esconder, seus críticos que se cuidem. Do contrário, existindo provas que embasem a acusação, que os culpados vistam a carapuça, sempre lembrando que qualquer ofensa é descabida e ceifa a eventual razão do acusador.

Fonte: O Santo Ofício – clique neste link para conferir esta matéria acessada dia 29/03/2013: http://www.osantooficio.com/2013/03/07/politicos-nao-querem-ser-investigados/

segunda-feira, 18 de março de 2013

CONHEÇA A ARTE FRANCESA DA ARTISTA E PSICÓLOGA TÂNIA RITA MACHADO



Luiz Carlos Nogueira
Vejam a entrevista da artista e psicóloga Tânia Rita Machado, concedida ao programa Atualidades, da TV Morena, acessando o seu blog através deste link: http://taniaritamachado.blogspot.com.br/.

O talento de Tânia, expresso em seus quadros, é uma técnica da Arte Francesa (Decoupage Tridimensional), cujo trabalho é pioneiro em nosso Estado. 

A beleza da sua arte pode ser melhor apreciado presencialmente, pois as fotos não conseguem dar a verdadeira impressão dos quadros. É impossível que haja alguém que não goste ao vê-los.

Portanto, apenas para dar um idéia do que sejam seus quadros, copiei as fotos do seu blog, para lhes apresentar sem maiores comentários, até porque seria redundância já que se encontram no sítio da artista, na Internet.


Alguns Trabalhos da Artista