Não
é de bom tom, nem muito menos progressista ou politicamente correto
afrontá-la. Afinal, o Brasil pertencia aos índios e lhes foi tomado pelo
invasor europeu. Deve-lhes, portanto, eterna reparação, que, diga-se,
não tem sido negligenciada.
A Constituição Federal dedica-lhes
todo um capítulo (o oitavo), com dois artigos (o 231, com sete incisos, e
o 232), garantindo-lhes direito originário sobre suas terras.
Nenhum
outro segmento da população desfruta de tal regalia. Além de dispor de
um órgão federal só para atendê-los, a Funai, e outro, a Funasa, para
lhes dar assistência médica e sanitária, podem ainda, como os demais
cidadãos, utilizar os serviços do SUS (o que não chega a ser sedutor).
Apesar
de todo esse assistencialismo, cuja justeza aqui não se discute (não é o
ponto), os porta-vozes da causa insistem no abandono desses brasileiros
e acham insuficientes as terras que já lhes foram demarcadas. E aí
começa a ocultação de dados, vitais para que o tema seja posto em suas
devidas proporções.
Enquanto os 200 milhões de brasileiros ocupam
2,5% do território nacional, os cerca de 800 mil índios dispõem de 13%
do território só para eles (cerca de 110 milhões de hectares).
São,
dessa forma, os maiores latifundiários do país, embora continuem pobres
e carentes, mesmo dispondo de mais de cem mil ONGs (uma para cada oito
índios) a eles devotadas.
Tais
paradoxos, claro, não frequentam as discussões públicas do tema. São
inconvenientes. Os recentes conflitos, envolvendo produtores rurais e
índios, não decorrem, como se sustenta, da tentativa de reduzir ou
subtrair suas terras.
Trata-se do contrário: a Funai quer
ampliá-las, ainda que sem base legal, incitando invasões de fazendas.
Acha insuficientes os 13% já demarcados e quer estendê-los para 20%.
O
Conselho Missionário Indigenista (CIMI), coadjuvante da Funai na defesa
de um índio eternamente primitivo, ente da natureza – como as onças e
as capivaras -, quer mais: além das áreas que a Funai já relacionou,
pretende incluir outras 322.
O resultado são os conflitos, em que
os índios, massa de manobra de uma antropologia retrógada e ideológica,
se expõem à violência e não melhoram sua condição.
Leia a íntegra em A (real) exploração dos índios
Ruy Fabiano é jornalista.
Obs: Um amigo me enviou esta matéria por e.mail. Fui conferir se havia uma fonte confiável, e encontrei no Blog do Noblat, acessado hoje às 23h24m (horário de MS) através deste link:
Nenhum comentário:
Postar um comentário